Representatividade na moda: grupo especializado surge no RS

A busca pela representação de pessoas reais na comunicação de moda é algo cada vez mais comum – felizmente! Para fortalecer esse movimento, surgiu esse ano no Rio Grande do Sul a Black Barbie Agency.

Conversei com a responsável, a Desiree do Valle, que é estudante de Moda, e ela contou tudo sobre o projeto e a importância da diversidade no mundo fashion! Continue lendo para saber mais:

Quem faz parte da equipe e quais são as profissões do pessoal?

Começamos em março. Fixo na equipe somos eu, Desiree, e meu namorado Pedro. Sou stylist e produtora de moda, curso Design de Moda na Unisinos e o Pedro é estilista, tem uma marca de upcycling, a PMMF Jeans.

Estamos em fase de testes com profissionais da beleza e fotógrafo, mas queremos fechar a equipe logo pro trabalho ficar mais redondo.

Quais os principais trabalhos de vocês?

Nosso primeiro editorial, o Black Barbie, que abriu portas, a nossa mente e um mundo de oportunidades. E em seguida nasceu a agência. Vimos uma oportunidade de juntar tudo o que amamos em moda e fazer disso nosso trabalho.

Como decidiram criar a agência?

Nasceu de uma necessidade de se enxergar na moda aqui no estado. Criamos a agência para que outras pessoas negras se sintam representadas. Queremos trazer resgate de autoestima e falar de diversidade de corpos negros.

“BBagency” é um manifesto contra muitas das opressões que sofremos ao longo da nossa história. É sobre mostrar que estamos aqui criando, chefiando, fazendo as nossas coisas pros nossos se identificarem.

O que acham sobre a representatividade na moda hoje? Ainda precisa evoluir?

Estamos caminhando em algumas evoluções já. Tem muitas coisas boas acontecendo a respeito da representatividade, mas acho que se tornou algo mercadológico também.

Falta muitas coisas acontecerem pra todo mundo se sentir representado. Precisamos quebrar muitas barreiras ainda. Quando se torna moeda de troca perde o propósito. Representatividade não é “aff, tem que ter um negro ou gay ali” é “deve ter um negro ou gay ali”. O discurso tem que ser genuíno e empático.

Quais são as principais referências de vocês quando o assunto é comunicação de moda?

Gostamos muito de referências que quebrem padrões, que incomodem visualmente, que façam provocações. Afrofuturismo é algo que nos inspira bastante.Também o Ibrahim Kamara, stylist africano, Suyane Ynaya, stylist paulista, Silva Produtora, agência de moda criada por pessoas periféricas e Yutmag, revista de moda.

Que dica dão para as donas e donos de marca e designers?

Olhar mais pra fora, fugir do óbvio. Buscar referências reais e informações, falar sobre diversidade sempre, mas uma diversidade que realmente inclua e não separe criando novos padrões. Bater em teclas que as pessoas não estão acostumadas a ouvirem.

Para conhecer mais sobre o trabalho deles, segue lá no Instagram: @blackbarbieagency.

 

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