Dicas da contadora Maria Luisa Justo aos empreendedores durante a pandemia

Vivemos tempos de incerteza e, durante esses períodos, é sempre bom ouvir quem está passando pelo mesmo que a gente. Por isso trouxe para cá minha conversa com Maria Luisa Justo, contadora de Porto Alegre que jé está habituada ao trabalho home office e dá dicas sobre organização das finanças nesse momento!

1 – Você já trabalhava em home office antes da pandemia? Qual sua dica para ser produtiva em casa?

Sim eu já trabalhava em home office antes da pandemia, a dica que eu dou é ter foco nas questões do trabalho, sem se deixar distrair com questões domésticas, assim sendo, deve se ter os mesmos horários como se estivesse em um escritório.

2 – O que é mais importante para um empreendedor que está começando agora, em termos de contabilidade?

Considero o mais importante para um empreendedor num momento com tantas incertezas, seria elaborar um bom plano de negócios com todos os itens necessários como: gastos, custos do negócio, metas claras e bem definidas, adaptações de vendas para online, considera-se hoje o canal online, um ótimo sistema de venda, empresas de comércio devem obrigatoriamente ter este canal e as de serviço também tem que se adaptar a este segmento.

3 – Como faz para ter um bom relacionamento com seus cliente e fidelizá-los?

Acho que para fidelizar um cliente, temos que auxiliá-lo e dar suporte nas etapas do negócio onde o cliente achar necessário, também procurar conhecer seu negócio, para assim fornecer relatórios úteis ao negócio.

4 – O que acha que é o maior diferencial que uma mulher empreendedora pode ter?

Acredito que um diferencial que a mulher empreendedora possui é a sensibilidade feminina, enfim um olhar mais humano.

5 – Qual dica você dá para que as empresas sobrevivam à crise?

Sempre indico no mínimo é abrir uma planilha de Excel com todas as anotações de gastos, custos, previsão de vendas, esta planilha é como ter um retrato da empresa. Outro fator importante é sempre observar as necessidades do público alvo, porque mais do que nunca o cliente é um dos motivos da Empresa existir.

O início de uma marca de moda, com Thelma Kaminski

Você é apaixonado por moda, tem conhecimento na área e está pensando em criar a sua própria marca? Saiba que isso é possível, com muito amor pelo trabalho, planejamento e boas ações de marketing.

Essa semana conversamos com Thelma Kaminski, gaúcha e estudante de moda, sobre o processo de criar uma marca de roupas e as principais características desse mercado. Se esse é o seu sonho, confere a nossa conversa!

 

Com o que você trabalha dentro da moda?

No momento estou estudando e planejamento a minha coleção para o trabalho de conclusão de curso. Mas estou com um projeto de iniciar minha própria marca/loja, espero conseguir abrir ainda este ano de 2019.

Qual foi a maior dificuldade que encontrou na área?

Na região de Porto Alegre/RS é muito difícil encontrar empregos na área. Estágios menos ainda e geralmente, quando há vagas, é para vendedora ou vitrinista, na área de criação é bem difícil.

Como você faz para se divulgar?

Eu tenho meu portfólio online, mas o que eu mais utilizo é o Instagram. Tenho três contas: a minha pessoal, a do meu brechó e uma para publicar tendências e novidades. No Facebook tenho uma página onde posto não só os trabalhos de moda, como também minhas artes.

Qual foi o maior aprendizado que já teve com sua carreira?

“Se você quer algo bem feito, faça você mesmo”. Me arrependo até hoje por ter dado um vestido, que eu vinha o semestre todo trabalhando em cima, para outra pessoa costurar.

Como lidar com as finanças sendo autônoma?

Como estou planejando a marca ainda, fiz uma tabela de todos os gastos para assim calcular o valor de cada peça. É preciso ter em visto o valor dos materiais do produto, os impostos, telefone, internet, transporte e ainda ter um lucro.

O que mais gosta na área da moda?

A parte criativa e a moda conceitual. Sempre fui ligada às áreas que envolvessem arte e a oda, apesar de ter outros ramos, também tem um lado mais artístico. Temos a liberdade de expressão, podemos fazer protestos, desconstruir padrões, etc.

 

Você tem ou está criando a sua própria marca? Deixe nos comentários um pouco de sua experiência!

 

 

Por que toda empreendedora deve entender de finanças (e como você pode aprender)

Continuamos com a série de posts sobre finanças para empreendedoras! Esse assunto é muito importante para fazer qualquer empresa crescer e fazer uma diferença real na sociedade. Você não precisa ser pão-dura ou ambiciosa demais por se importar com suas finanças, elas são sua forma de fazer seus sonhos se tornarem realidade.

Sobre o assunto, conversamos com a consultora financeira e dona da empresa Dinheiro Inteligente, Evanilda Rocha. Ela é consultora desde 2004 e é pós-graduada em Gestão de Empresas, ou seja, ninguém melhor para tirar nossas dúvidas!

Evanilda-Rocha
Evanilda Rocha

Por que o conhecimento sobre finanças é importante para empreendedoras?

Além do conhecimento sobre finanças ser um dos alicerces da geração de riqueza, ele possibilita que as empreendedoras cresçam “no azul”  com seus negócios.

É preciso fazer um curso para aprender sobre o assunto?

Não é necessariamente preciso mas é muito conveniente fazer um curso. Isso porque os cursos em geral são específicos, focados em resultados e fornecem ferramentas práticas e objetivas. Eles fornecem um passo a passo do que precisa ser feito para ter sucesso financeiro.

Quais são os benefícios de uma consultoria financeira?

São muitos os benefícios, entre eles possibilita:
– conhecer a realidade financeira pessoal e a realidade do negócio;
– organizar todos os números do fluxo de caixa;
– ter dinheiro sobrando com frequência;
– ter investimentos;
– preparar para o crescimento do negócio e a independência financeira.

Preciso ter uma poupança para minha empresa?

Sim, o ideal é que cada empresa tenha o seu próprio “capital de giro” específico.

É preciso ter muito dinheiro para começar a investir?

Não. Atualmente, a partir de 30 reais já é possível começar a investir.

Quais são as dicas que você dá para quem precisa de dinheiro para começar um negócio?

A) O ideal é que cada empresa comece a funcionar tendo seu próprio capital. Essa é a maneira mais barata já que não há pagamento de juros.
B) Buscar por agência de fomento (instituição com o objetivo principal de financiar capital fixo e de giro para empreendimentos previstos em programas de desenvolvimento). É preciso pesquisar no estado em que cada empreendedor se encontra. É preciso pesquisar muito bem para encontra-las já que elas não virão bater à porta do empreendedor.
C) Empréstimo bancário. Há necessidade de fazer uma ótima pesquisa sobre as melhores taxas que não costumam ser baratas.

Se você quer começar agora mesmo a colocar suas finanças em ordem e colocar o dinheiro para trabalhar a seu favor, invista no seu conhecimento. Peça um orçamento para consultoria financeira pelo e-mail: contato@velvetcomunicacao.com.

Qual o capital de giro necessário para criar minha marca?

Apenas uma ideia boa não toca o negócio para frente, organização e comprometimento são fatores que distinguem o fracasso do sucesso de uma marca. De acordo com o IBGE, de cada dez empresas, seis fecham antes de completar 5 anos.

Essa análise demonstra que o planejamento estratégico de abertura e manutenção de uma companhia é algo a ser acompanhado de perto pelos gestores. Assim surge a pergunta: Qual o capital de giro necessário para criar minha marca?

Dois fatores são essenciais, Capital de Investimento e Capital de Manutenção. O capital de investimento (ativo) é todo e qualquer valor destinado à inauguração do negócio, por exemplo, para uma loja de roupas será necessário orçar quais os valores dos expositores, estoque inicial de produtos, impostos para abertura da empresa, marketing, serviços de contabilidade, entre outros.

O segundo passo é examinar qual será a origem do capital, utilizar recursos próprios ou de terceiros. Importante destacar esse ponto, pois nem sempre usufruir de recursos próprios é uma boa estratégia.

Se a empresa for altamente rentável, a mesma pode realizar uma alavancagem financeira, mas isso é assunto para outro tópico. Quanto ao capital de manutenção (giro), o mesmo é o valor disponibilizado para manter a empresa em produção.

Ou seja, é o recurso destinado a manutenção mensal, por exemplo, pagar funcionários, aluguel, estoque, despesas administrativas, impostos, entre outros. Em outras palavras, é o valor necessário para gerir a empresa enquanto não recebe a receita da venda. Mas descobrir esse valor nem sempre é tarefa fácil, depende do ciclo financeiro da instituição.

Basicamente torna-se necessário examinar o prazo que a empresa leva para pagar suas despesas, receber as receitas, e renovar os estoques. Podemos concluir que criar uma marca não é fácil, mas também não é impossível, apenas é necessário organização e comprometimento. Seja uma marca de sucesso! Desenvolva sua inteligência financeira!

Conteúdo por Andrio Dutra

Coach financeiro

https://www.andriodutracf.com/