Empreender com propósito: sustentabilidade com Fabíola Pecce

Criar uma empresa com um objetivo de gerar um impacto positivo no mundo é o que muitas mulheres têm feito, no Brasil e no mundo. Aliar a vontade de tirar um projeto do papel e lutar por uma causa que acredita é a saída de muitas empreendedoras para a realização profissional e pessoal.

 

Uma mulher reconhecida por esse trabalho com propósito é a Fabíola Pecce, de Porto Alegre. Ela fundou a Oficina Pasárgada para promover cursos, eventos e consultorias para ajudar pessoas a empresas e repensarem seus hábitos, visando uma vida mais sustentável.

 

Confira abaixo a nossa conversa com Fabíola e se inspire nessa trajetória!

 

Como foi sua decisão de atuar com sustentabilidade?

 

Eu estava no Comércio Exterior e via que aquilo não fazia mais sentido para mim há muito tempo. Eu vinha adoecendo física e mentalmente e percebi que eu precisava fazer novas escolhas. Para mim foi muito natural o caminho de uma gestão ambiental, até como se fosse uma visão de mercado. 

 

Eu tinha certeza que eu queria trabalhar com alguma coisa de ecologia, meio ambiente. E foi uma jornada difícil, porque em dois anos de gestão ambiental eu ainda olhava e pensava “nossa, mas o que eu vou fazer nesse cenário?”.

 

Eu vinha de uma formação de administração, com habilitação em Comércio Exterior, e quando eu pensava em sustentabilidade era biológico, era química, poluição, e eu pensava que eu não tinha nenhum conhecimento nesses temas. Então por muito tempo eu fiquei sem saber qual seria de fato a contribuição que eu poderia dar nesse mercado. Até que um dia eu escutei uma frase que falava que “lixo só era lixo se estivesse no lugar errado” e aquele dia eu não dormi.

 

Eu pensei “nossa, eu tenho 19 anos de logística” e eu fazia uma coisa chamada “carga fracionada”, que é uma carga que não sozinha enche um contêiner, tinha que combinar vários tipos, tinha que seguir regras internacionais, porque ia entrar num navio… E quando eu escutei essa frase, eu pensei “é isso mesmo, vou colocar o lixo no lugar certo”. Foi uma decisão pensada e muito batalhada. Descobri que toda profissão pode contribuir com sustentabilidade, cada um tem que olhar para a sua e identificar qual é o ponto de convergência com esse tema.

 

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Qual é o maior desafio de trabalhar na parte de educação e consultorias?

 

Acho que educação e consultorias em sustentabilidade, especificamente, é um mercado em formação. A gente tem muitas pessoas dando conteúdo de graça, falando sobre o problema. Eu abri a Pasárgada para falar de solução, antes só se falava de problema, era quase terapia em grupo.

 

Eu tenho que compreender que esse é um tema de interesse coletivo, funciona melhor como seminários, congressos. O maior desafio é encontrar esse nicho. Onde estão essas pessoas que querem transformar e pagar por isso. Mas esse é o desafio de diversos empreendedores, existem nichos mais populares. Eu tenho esse desafio por ter também muito conteúdo de graça e de descobrir quem paga por isso, identificar minha persona.

 

Como você tem utilizando a internet para aumentar o alcance do seu projeto?

 

A gente teve um poder de reação dentro da Pasárgada. A gente chegou a devolver as inscrições do cursos que iria acontecer, o Todo Lixo é um Erro de Design, não tive a agilidade na transformação desse conteúdo em digital. Estou descobrindo como fazer isso.

 

Tem todo o desenvolvimento de conteúdo, acho que os cursos que vou lançar no digital não são os mesmos cursos que a Pasárgada já tinha. A gente foi convidado de clientes e parceiros para participar de lives, foi muito legal. Os contatos são de Fortaleza, Florianópolis, Recife… A fronteira está sendo quebrada, mas ainda a passos lentos.

 

Comprei um curso de como fazer conteúdo digital, como fazer lançamentos, então em 90 dias vamos ter novidades. Mas nesse meio tempo são as lives que estão segurando a nossa relevância.

 

Que outras mulheres são uma referência para você?

 

Bom, eu me lembro sempre, muito Brigitte Bardot, que foi uma das primeiras modeletes a chamar atenção para a causa ambiental, na época muito mais dos animais. Mas sem querer trazer política, uma guerreira forte que temos no Brasil no meio ambiental, de uma maneira estratégica e inteligente, é a Marina Silva. Ela tem um olhar muito estratégico em como levar o desenvolvimento brasileiro mantendo a floresta em pé.

 

Como mulheres empreendedoras podem tornar seus negócios mais sustentáveis?

 

As mulheres empreendedoras podem fazer isso da mesma maneira que o homem, mas as habilidades femininas, como empatia e inclusão, facilitam que essas coisas sejam introduzidas. A partir desse olhar, faz mais sentido que o negócio tenha propósito e a construção de uma marca mais sustentável.

 

E você, como tem aplicado a sustentabilidade na sua empresa? Se quiser uma empresa mais inserida no mundo digital, conte conosco da Velvet Comunicação e, para uma marca mais verde, conte com a Pasárgada!

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Como apoiar os projetos de mulheres empreendedoras

A distribuição de renda entre os gêneros ainda é um problema no Brasil e no mundo. Segundo dados do Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a renda das mulheres brasileiras é 42,7% menor que a dos homens.

Isso acontece por diversos fatores, mas pequenas mudanças no dia a dia já podem ajudar a mudar essa realidade. O empreendedorismo feminino cresce a cada dia e cabe a nós ajudar esse movimento a crescer para diminuir a desigualdade em nosso país.

Dê o seu apoio pelas redes sociais

Fortalecer os negócios das suas amigas, familiares e empreendedoras locais é mais simples do que você pensa. Comece curtindo as publicações das empresas delas nas redes sociais, como Facebook e Instagram.

Não custa deixar um like, um comentário, um compartilhamento para que mais pessoas possam conhecer o que elas têm a oferecer. Assim, você ajuda a fortalecer o empreendedorismo feminino e ainda fortalece sua relação com essas mulheres empreendedoras. Pense nisso na próxima vez que o conteúdo delas passar por sua timeline!

Pode parecer um gesto simples, mas isso estimula que as empreendedores continuem publicando conteúdo e continuem acreditando em seus projetos. Em um lugar em que muitas empresas morrem nos primeiros anos, ajudar as mulheres a continuar seus negócios é importante.

Compre e indique sempre que puder

Quando você precisa comprar alguma coisa para si ou para outros, vai direto nas lojas do shopping ou nos principais e-commerce da internet? Por mais que essa seja uma certa garantia de que você irá adquirir algo que já acontece, pense bem!

Antes, dê uma passada nas redes sociais e no site dos negócios de suas amigas e familiares, sejam elas empreendedoras ou revendedoras. Mande uma mensagem, diga o que está buscando. Faça disso um hábito para fortalecer a sua rede.

Troque conhecimentos  e experiências

Por fim, aposte nos grupos de empreendedoras locais e online. Eles são ótimos para que você possa conhecer mais empresas que são criadas por mulheres e ainda oportuniza que você possa divulgar seus próprios produtos ou serviços.

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Nós da Velvet fundamos o grupo Fazendo Acontecer, que une empreendedoras do Rio Grande do Sul para trocar conhecimento em grupos online e eventos presenciais. Quer fazer parte e ampliar sua rede de contatos, além de atrair novas oportunidades? Participe de nosso grupo no Facebook!

O poder feminino nas profissões em 5 filmes

É comum nos identificarmos com filmes de super-heroínas, que nem a Mulher Maravilha, ou personalidades históricas, como Frida Kahlo. O fato é que eles nos proporcionam uma visão ampla da realidade, mesmo que utópica, e dão subsídios para unirmos racionalidade e emoção.

Contudo, já não basta mais dar vida aos sons e imagens. Precisamos trazer as discussões para fora das telas. E nós temos poder o suficiente (e de sobra) para a transformação. Quer ver só?

Os Princípios de Empoderamento das Mulheres, publicação conjunta da ONU Mulheres Brasil e Rede Brasileira do Pacto Social, sugerem a promoção do poder feminino como essencial para estabelecer sociedades mais estáveis e justas. De acordo com o relatório de 2012 do Banco Mundial, elas representam mais de 40% da mão de obra global; 43% da força de trabalho atuante e mais da metade dos estudantes universitários. A r(e)volução já começou!

Sabendo que você pode se reconhecer em personagens de filmes e que existe um poder transformador na sua essência, selecionamos cinco longas-metragens que retratam mulheres empoderadas e inspiradoras. Confira:

  1. Mulher-Maravilha (2017)

Com direção de Patty Jenkins, Mulher-Maravilha é um símbolo de luta contra o patriarcalismo do século XX. Ela ignora as regras sociais da época e utiliza sua força para o que é realmente necessário: o fim da Grande Guerra. A interpretação ficou com Gal Gadot – artista que defende publicamente a igualdade de gênero em Hollywood.

  1. Frida (2002)

Drama, amores, dores e artes visuais. Para além disto, o longa-metragem sobre Frida Kahlo apresenta a quebra de tabus em um mundo que naturaliza a submissão feminina. A pintora mexicana é a mulher que não se importa com padrões e almeja o reconhecimento de seu talento. Infelizmente, a visibilidade veio apenas depois de sua morte com a segunda onda feminista, entre os anos 60 e 70. Atualmente, também podemos lembrar de seu poder nas estampas de bolsas, t-shirts e editoriais de moda.

  1. Estrelas Além do Tempo (2016)

O filme é o retrato real de três mulheres negras cientistas da Nasa nos Estados Unidos dos anos 60. Evidentemente, naquela época o preconceito era uma atitude natural, beirando o absurdo. Mas o indicado ao Oscar de 2017, em três categorias, trabalha isto de forma leve e didática, mostrando que as mulheres são superpoderosas em qualquer área profissional que escolher para sua vida.

  1. Histórias Cruzadas (2011)

Eleve seus desejos de justiça e igualdade com este longa-metragem que também aborda a segregação racial. Uma jovem escritora, entre palavras, força e indignação perante à sociedade, dá voz para as empregadas domésticas das famílias ricas e brancas da década de 60. O livro se torna a arma contra a opressão social e demonstra que atitudes corajosas mudam a realidade, mesmo depois de duras lutas.

  1. The Post: A Guerra Secreta (2017)

Por fim, mas não menos irrelevante, este filme une luta feminina e imprensa. A personagem de Meryl Streep (Katharine Graham), proprietária do The Washington Post, é continuamente silenciada nas tomadas de decisões sobre o escândalo dos Pentagon Papers – documentos ultrassecretos do governo norteamericando que detalhavam os planos sobre a Guerra do Vietnã (1995 até 1975) e que foram vazados. Será que eles foram publicados? Só assistindo!

E depois que assistir este ou outros de nossa indicação, não esqueça de compartilhar conosco sua opinião! Lembre-se sempre: “Por trás de toda mulher bem-sucedida existe ela mesma”.